Vereador Gê revela desejo de disputar a prefeitura de Jandira
quinta-feira, 27 de outubro de 2011“A minha candidatura não é uma candidatura forçada, é natural. Eu estou há 30 anos militando na cidade. Fui cinco vezes vereador, presidente da Câmara, estou num partido que me permitiu dizer desde agora que sou pré-candidato a prefeito. Então não existe dúvida quanto a isso. Mas com muito trabalho, com muito esforço, com a participação de muitas pessoas e com muito apoio”. A frase do vereador Geraldo Teotônio da Silva (PV), conhecido como Gê, coloca mais um nome na disputa pela prefeitura da cidade de Jandira.
No páreo devem estar também a atual prefeita Anabel Sabatine (PSDB), o delegado de polícia Zacarias Tadros e vários integrantes do PT dentre eles Julinho, presidente municipal partido, o ex-prefeito Paulinho Bururu, e os vereadores Maura Soares e Zezinho. Neste tabuleiro ainda entra o nome de Mara Paschoalin (PSDB) que chegou a ser presidente da sigla na cidade.
Jandira é conhecida na mídia nacional pela violência reinante na política. Em dezembro do ano passado, o prefeito Braz Paschoalin (marido de Mara) foi assassinado em plena luz do dia com 11 tiros de fuzil, em frente a uma rádio do município. Antes dele outros cinco políticos foram executados.
Gê, que exerce seu quinto mandato como vereador, não teme ser a próxima vítima. Ele afirma que em seus 30 anos de vida pública nunca foi ameaçado. Mesmo assim, o vereador declara que “é preciso tomar cuidado. Eu acho que depende muito das relações que você constrói, se você constrói relações seguras, relações sinceras, dificilmente isso pode acontecer. Eu entendo que as relações que foram feitas acabaram chegando nesse ponto”. O vereador garante que não tem esse sentimento de insegurança.
“Eu não posso ter medo. Jandira é uma cidade cuja população é do bem, trabalhadora, acorda cedo e vai trabalhar. Eu faço parte da cidade e sou cidadão tanto quanto qualquer outro trabalhador do município. Então não posso colocar desse jeito. Se você está num caminho responsável e se você está sendo sincero com a cidade e está colocando às claras o que está fazendo, por que ter medo? Tem medo aquele que esconde o jogo ou que não dialoga sinceramente com a população. E esse negócio de cidade violenta não é verdade”, explica
Para romper com o círculo de violência, Gê aposta nas urnas. Para o vereador, os eleitores devem escolher com consciência seus candidatos e tentar tirar do processo todos os que possam estar de alguma forma ajudando a construir essa Jandira violenta que aparece na mídia. “É preciso escolher o candidato muito antes dele vencer uma eleição. Tem um processo que começa lá atrás, com as alianças partidárias, na construção do projeto. Essa construção do projeto até chegar a prefeito já pode sinalizar ao eleitor se o seu candidato vai ter problema ou não. Se você constrói aliança, constrói um projeto seguro e responsável, essa situação de medo ou de insegurança não vai brotar. É preciso estar atento aos parceiros e aliados de cada candidato”, completa.
Quando questionado sobre qual seria seu adversário mais forte, Gê responde com uma única palavra: “todos”.
Com ou sem violência, para ele chegou a hora. “Sonhar em ser prefeito, eu sonho e acho que as condições são reais, que chegou o momento porque a situação política está conduzindo para isso naturalmente”.
Plano de governo ele ainda não divulgou e nem quer falar nisso por enquanto. Precisa primeiro ter seu nome aprovado pelas prévias do PV, seu mais novo partido, depois que três décadas no PT. Para ele seu primeiro grande desafio será o de resgatar o orgulho de Jandira dessa situação negativa.
Fonte: Diário da Região
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