Prefeita de Jandira consegue anular audiência sobre denúncias de fraude
quinta-feira, 20 de outubro de 2011A prefeita da cidade de Jandira, Anabel Sabatine (PSDB), conseguiu na Justiça o cancelamento da sua participação em uma audiência marcada para esta quarta-feira (19) na Câmara Municipal da cidade, que fica a 34 km de São Paulo. De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça, fica suspenso temporariamente o trabalho da comissão processante dos vereadores, que investigava Anabel e denúncias de fraude na prefeitura.
Em sua decisão, o juiz diz que a continuidade do processo político-administrativo “poderá acarretar prejuízos irreparáveis à própria instituição política da cidade”. Segundo Wesley Teixeira (PSB), presidente da Câmara de Jandira, eles vão recorrer da decisão.
Essa não foi a primeira liminar da Jusitça no caso. Em outubro, a prefeita foi afastada após uma votação na Câmara Municipal, mas retornou ao comando da administração municipal após uma decisão da Justiça.
Anabel ainda é suspeita de envolvimento na morte do então prefeito da cidade, em 2010, Braz Paschoalin (PSDB), que foi executado a tiros em dezembro daquele ano – à época, ela era vice dele. O Tribunal de Justiça determinou que a Polícia Civil abra inquérito para investigar a participação de Anabel. O pedido foi feito pela Procuradoria Geral de Justiça e foi deferido desembargador Amado de Faria do Tribunal de Justiça da comarca de Barueri.
Em sua decisão, o desembargador requisitou “da autoridade policial competente, Doutor Delegado de Polícia Seccional, a instauração de novo inquérito policial, feita e destinada a apurar a eventual participação da atual prefeita municipal de Jandira, Anabel Sabatine, no crime de homicídio, o qual teve como vítima o então alcaide [prefeito] daquela cidade, Walderi Paschoalin, e tentativa de homicídio contra Wellington Martins dos Santos”.
A investigação da morte do prefeito envolve um esquema de corrupção que havia na prefeitura da cidade.
Morte
Braz Paschoalin foi executado a tiros na manhã do dia 10 de dezembro de 2010, quando chegava a uma rádio onde tinha um programa semanal.
Oito pessoas são acusadas de envolvimento na morte de Braz Paschoalin. Entre eles, um ex-secretário da prefeitura, Wanderley Lemes de Aquino. Uma pessoa está foragida.
Fonte: R7
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