Apreensão de ônibus escolares acaba em acusação a vereador em Jandira
terça-feira, 30 de abril de 2013A Polícia Militar recolheu três ônibus escolares que prestavam serviços à prefeitura de Jandira na última segunda-feira, 22. Os veículos tinham mais de cinco anos de uso, o que fere o contrato assinado com o município. A PM também constatou que os motoristas estavam inscritos, mas ainda não haviam concluído o curso de direção defensiva exigido para o transporte de estudantes.
A atuação da polícia foi comandada pelo sargento Edson, da 4ª Cia. Apesar da documentação estar em dia, os veículos na cidade de Jandira foram levados ao pátio da prefeitura porque não atendiam a lei específica do setor e os alunos não usavam o cinto de segurança no momento da abordagem, segundo o sargento.
A empresa Bravos, responsável pelos ônibus, já havia sido notificada pela prefeitura de Jandira para que cumprisse todos os requisitos exigidos no contrato. Após a ação da PM, a administração municipal reforçou o pedido para que veículos adequados fossem disponibilizados, além de solicitar a retomada imediata dos serviços.
Os ônibus, segundo o vereador Zezinho (PT), que acompanhou as apreensões, circulavam com bancos e tacógrafos [aparelho que monitora o tempo de uso, distância percorrida e velocidade] quebrados, além de não possuírem lacres nos vidros e as portas só fecharem com cadeado. Esses fatos, porém, não foram comprovados pela PM.
Na última segunda-feira, 22, o prefeito de Jandira, Geraldo Teotônio da Silva, o Gê, esteve com representantes da empresa para exigir o cumprimento do contrato firmado no dia 15 de abril para aluguel dos veículos. Orçado em R$ 338 mil, o contrato tem validade de 12 meses e prevê o rompimento sem ônus para a prefeitura caso a empresa não cumpra as normas exigidas, entre as quais está a utilização de ônibus com, no máximo, dois anos de fabricação.
Os veículos também deveriam obedecer todas as exigências do Código Brasileiro de Trânsito.
Fonte: WEB Diário
